Horas de Mágicos Cansaços - Aos nossos alunos do 12º ano 2007-2008
Hora de mágicos cansaços
Uma saudade nova em nosso peito mora
O Sol lá fora ainda brilha…
Chama-te, tentando secar a chuva que de ti se derrama…
Escuta o silêncio do aroma da terra molhada pelo teu pranto que a fecunda, deixando-a prenhe de cores…
Despoja-te das vestes que te oprimem e percorre os campos.
Envolve-te com a terra, funde-te com ela que te abraça, qual amante em tempo de amor feliz…
Entende, agora, os murmúrios, as palavras que a Terra te segredou…
O Sol…
Ergue-te por mais um dia que passou…
Amanhã, o Sol brilhará de novo… e de novo chamará por ti.
Tens uma outra estrada iluminada para trilhar
Tudo se renova sempre, num ciclo silencioso e calmo…
E no quadro que vais pintar, se depressa o perceberes
És tu quem traça o rascunho, escolhes as cores que quiseres
Trazes dentro de ti a liberdade como um destino…
Entre nenúfares de serenidade
O destino não se esconde atrás de uma porta qualquer
Tens de o saber procurar e merecer
Porque este íntimo, secreto
Nobre silêncio concreto,
Este oferecer-se de dentro
num esgotamento completo,
este ser-se sem disfarce,
este dar-se, este entregar-se,
descobrir-se,
é teu, de mais ninguém…
Texto Adaptado pelas Profªs Ana Peres e Maria José Rio Torto
Publicada em Escola em September 16th, 2008 por Telmo Domingues | |
One Response to ' Horas de Mágicos Cansaços - Aos nossos alunos do 12º ano 2007-2008 '
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on September 18th, 2008 at 1:56 am
As políticas educativas dos nossos sucessivos governos têm sido mais no sentido da mudança do que no da melhoria.
São caminhos muito distintos. A ideia de mudança baseia-se nos actos dos governantes momentâneos que decretam e despacham a toda a hora as mudanças – que ocorrem, fatidicamente, no dia decretado. Por sua vez, o conceito de melhoria assenta nas acções humildes e persistentes que estabelecem e sulcam compromissos de melhoria gradual, partindo da reflexão inicial sobre as fragilidades e potencialidades – numa escola, esta reflexão deve envolver professores, pais e alunos.
A primeira via é a da irresponsabilidade; a segunda sustenta-se na responsabilidade.
Chegou uma altura em que o futuro vos vai parecer mais próximo, como se já lá tivessem colocado um pé – e o que vos desejo é que o passo, quando completo, seja não um passo diferente, mas um passo melhor.
E sejam felizes!