>
   
       
informação -> notícias
   

Exercício Físico e Diabetes

diabetes_0.jpgPelo Prof. de Educação Física, Marco Martins

Exercício físico é qualquer actividade física que mantém ou aumenta a aptidão física em geral e tem como objectivo melhorar a saúde. A razão da prática de exercícios inclui: o reforço da musculatura e do sistema cardiovascular; o aperfeiçoamento das habilidades atléticas; a perda ou manutenção do peso. Para muitos médicos e especialistas, exercícios físicos realizados de forma regular ou frequente estimulam o sistema imunológico, ajudam a prevenir doenças moderam o colesterol, ajudam a prevenir a obesidade, etc. Além disso, melhoram a saúde mental e ajudam a prevenir a depressão.
A diabetes é uma doença crónica que se caracteriza pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue e pela incapacidade do organismo em transformar toda a glicose proveniente dos alimentos. À quantidade de glicose no sangue chama-se glicemia e quando esta aumenta diz-se que o doente está com hiperglicemia. Existem dois tipos de diabetes: tipo 1 (auto-imune; idopática) e tipo 2 (insulino-resistente; insulino-deficiente). A primeira é caracterizada por um deficit absoluto de insulina, a segunda é caracterizada por diferentes graus de resistência à insulina e deficit na secreção da mesma.
A prática de Actividade Física em indivíduos com diabetes tipo 1 pode revelar-se perigosa, pelo elevado risco de hipoglicemias. O exercício físico tem um efeito no transporte da glicose semelhante ao da insulina, sendo aditivo ao efeito desta hormona. Apesar dos eventuais riscos, os diabéticos tipo 1 podem fazer exercício, desde que realizem uma correcta coordenação entre o dispêndio energético e a intensidade do exercício, a alimentação e as doses e timming da injecção da insulina (Horton, 1998; Skyler, 1998 citados por Raposo, F. e Marques, R.).

O exercício na diabetes assume uma dupla acção, por um lado, ajuda a controlar a hiperglicemia, mas por outro promove a hipoglicemia.
Sinais e sintomas de hiperglicemia (> 300 mg.dl-1):
* Fraqueza, sede incrementada, boca seca, globo ocular mole, micção frequente/escassa, apetite diminuído, náuseas, vómitos, flatulência abdominal, acetona ventilatória
Sinais e sintomas de hipoglicemia (< 80 mg.dl-1):
* Choro, sonolência, desmaio ou sintomas, tremor de mão, suor, tonturas, fome excessiva, fadiga, irritabilidade, marcha instável, apatia, visão imprecisa, confusão, enganos, visão dupla, perda de consciência, convulsões, dores de cabeça, falta de concentração, nervosismo, fala pouco clara, descoordenação.
Os principais benefícios da actividade física no controlo da diabetes tipo 2 podem ser resumidos em:
1) diminuição da glicemia de forma aguda;
2) controlo dos factores da resistência à insulina, já que diminui as necessidades de insulina;
3) ajuda na redução do peso e da massa gorda, inclusive a abdominal;
4) controlo dos restantes factores do risco aterogénico: perfil lipídico, HTA, fibrinólise e disfunção endotelial.
Os doentes com diabetes deverão avaliar a glicemia antes, durante e após o treino. Muitos destes doentes não podem realizar exercícios com cargas adicionais ou muito intensos (anaeróbios). Os exercícios devem ser o mais simples possível, para poder controlar de forma rigorosa a carga de treino e assim as respostas do sujeito.
Algumas considerações especiais:
* São aconselháveis actividades sem o transporte do próprio peso;
* As actividades intermitentes são uma escolha preferencial para se poderem atingir volumes de exercício significativo;
* Deve evitar-se a realização de esforços intensos, o exercício aeróbio de baixa intensidade parece ser a solução ideal.
* Quando o treino é realizado na parte final do dia, deve ser feito um reforço de hidratos de carbono(massas) para evitar hipoglicemias nocturnas.

Publicada em Desporto em December 4th, 2009 por Telmo Domingues | |

Deixe o seu comentário

Tem de fazer login para deixar um comentário.

   
         
 

Instituto de Promoção Social de Bustos - Colégio Frei Gil