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“E tu povo, em nome de quem sempre se falou, ouvir-se-á a tua voz firme…?”

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Tomei conhecimento de alguns aspectos relativos a projectos relacionados com a implementação do novo Parque Escolar - uma restruturação profunda e oportuna das nossas escolas secundárias públicas. O investimento é descomunal, face à extensa intervenção que é feita, ao nível das infraestruturas, da climatização, do apetrechamento tecnológico… Tanto quanto sei, a supervisão técnica das diferentes áreas de produtos/soluções necessários é rigorosa. Os requisitos são por vezes tão apertados que algumas empresas nacionais não conseguiram responder com qualidade certificada às exigências emanadas pela equipa responsável. Até aqui tudo bem - qualidade precisa-se. Estando nós numa (suposta) crise, em que seria determinante para o tecido empresarial a movimentação deste imenso capital, para criar/manter postos de trabalho e consolidar a sua estabilidade, é estranho que, no entanto, mediante soluções técnica e qualitativamente equivalentes para um determinado serviço/produto há, demasiadas vezes, a opção pelas alternativas estrangeiras, que de diferente só têm o preço! Torna-se até curioso que o produto proposto é quase sempre estrangeiro e a alternativa, enfatizo - alternativa! -, é portuguesa! E o mais espantoso é que o produto nacional por vezes é mais barato! Estranhas opções estas, que custam muito mais dinheiro aos bolsos do contribuinte, e que agudizam, ainda mais, a desertificação das linhas de produção por este Portugal fora… Ainda gostava de ver uma investigação jornalística séria sobre esses meandros que vilipendiam o sal e lágrimas deste povo…

Publicada em Escola em December 12th, 2009 por Telmo Domingues | |

One Response to ' “E tu povo, em nome de quem sempre se falou, ouvir-se-á a tua voz firme…?” '

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  1. andre_moreira said,

    on December 13th, 2009 at 1:28 pm

    Governar ou governar-se…

    Os políticos falam verdade e mentem indiferentemente…
    Quer realizem o prometido ou não, não sobrará disso qualquer dúvida ou remorso. Defendem de forma sucessiva e metódica até à exaustão o interesse geral, o partidário e o pessoal, garantindo que se trata do “interesse nacional”. Querem votos e para isso tentam conquistar, manter e renovar o poder, afirmando sempre que o essencial é o nosso bem-estar geral. Acusam os adversários, ora no poder, ora na oposição, de tudo quanto fazem eles próprios, exibindo sempre a pureza virginal original dos servidores do público. Quem fizer acções gravemente opostas ao “interesse nacional” basta que invoque ideologia ou interesses particulares para isso ser compreensível ou até aceitável… mas é essa mesmo a definição de oportunidade e o terreno querido dos oportunistas.

    E no meio de tudo isto, enquanto eles se governam, o patriota é visto como tolo e o nacionalista como perigoso.

    ps - grandes investimentos públicos (como a renovação do parque escolar ou o tgv) gerarão “milhares” de postos de trabalho - é isso que é preciso para vencer a crise, diz o nosso primeiro. Mas não disse em que país (credo!, já pareço a Manela laranja!).

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