Foi um bom dia para falar de imagem
Quando me perguntaram se conhecia alguém que pudesse vir falar de fotografia à miudagem aqui do colégio, a escolha do meu pai pareceu-me óbvia, embora a situação não deixasse de ser algo estranha ou mesmo desconfortável - não por dar a ideia de que horizonte de relações do colégio se esgota na família dos colaboradores, mas porque toda a gente ficaria a saber aquilo que para mim é óbvio há muito — que ele é um mestre no verdadeiro sentido do termo e que, neste caso, o horizonte perfeito seria mesmo aquele que estava mesmo à mão. E isso nem sempre é verdade.
Mas nada do que possa ter sido dito agora, a propósito dos méritos da “conversa”, será novidade para quem o conhece como pessoa e/ou como professor (que, no caso dele, são coisas difíceis de distinguir…), mas eu fico com o orgulho de “filho babado” e com o sorriso interior de saber que aprendi com o professor-meu-pai coisas preciosas e únicas… embora suspeite que muita gente partilha dessa sensação e que é ela que justifica a etiqueta da mestria.
Se passarem por ele, nos Sons da Escrita ou no Dedo no Ar, digam-lhe qualquer coisa: apesar de ser um rapaz reservado, ele gostará…
Publicada em Escola em January 18th, 2010 por andre_moreira | |
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