E eis que… na OLMA…
Volta e meia surge o tema da sobrecarga das actividades extracurriculares a que os miúdos aderem, fora da escola, como complemento da sua formação física ou sócio-cultural.
É, sem dúvida, um pau de dois bicos, como diz o povo. Se, por um lado, é indispensável que os jovens ocupem o seu tempo em actividades enriquecedoras, por outro, facilmente caímos em exageros. Por vezes aparecem-nos “miúdos” cansados, com uma agenda preenchidíssima por uma panóplia tal de actividades, que exigem um taxista a tempo pós-laboral para os levar a tantos sítios, todos os dias. E depois ainda têm os TPC e os testes e os trabalhos de grupo e… Às vezes nem têm tempo para ser miúdos e, mais tarde ou mais cedo, tê-lo-ão de ser, num qualquer parêntesis possivelmente inoportuno.
Mas tudo é uma questão de equilíbrio. Ninguém duvida que a escola não consegue oferecer uma logística tão eficiente ao ponto de dar aos alunos essa formação paralela ou aquele hobbie libertador. É, pois, absolutamente vital que haja uma actividade extra que subsidie o crescimento saudável e integral dos jovens. Assim sendo, que actividade devemos escolher para os nossos filhos? Não é que eu seja apologista de que devemos dar-lhes tudo o que eles querem/gostam mas, se conseguirmos descurtinar uma actividade em que eles se dêem por inteiro, é importante dar prioridade a essa “paixão” - sempre com contrapartidas, claro!
Estamos a fomentar uma educação vocacionada para o conhecimento e para as competências e estamos a por de lado a educação para a maturação das emoções. Nada melhor que exercer uma actividade apaixonante para crescer por dentro! Como dizia Frei Gil, - a darmo-nos, que seja por inteiro! As meias-coisas são sempre perigosas!
Vivam!, pois, o futebol, o violino, a natação, a pintura, o coleccionismo, o rap, o tektonik, a pesca, o voleibol!… Mas façamo-lo com entusiasmo, com entrega!
Este “E eis que!…” tem a ver com isso mesmo - com paixão, com entrega, com a capacidade de sacrifício por algo que nos eleva a um estado superior de satisfação. Tem a ver com saber gerir o Tempo…
Há uns tempos atrás fui ver um concerto da OLMA, Orquestra Ligeira da Mamarrosa.
Duas dúzias de músicos e um Maestro. Maior parte deles conhece bem o IPSB pois ou já passou por cá, ou ainda cá estuda!
Gostei da música, gostei da performance, e gostei, acima de tudo, da paixão com que aqueles jovens se divertiram em cima do palco. Aqui fica o meu modesto incentivo a que continuem a entregar-se assim, sem meias coisas…
Ei-los!
João Bastos - Percussão - 8º ano
Fátima Ferreira - clarinete - 11º ano
Ricardo Neves - trombone - 12º ano
Leandro Claro - trompete e voz - ex-aluno
Tiago Martins - trompete - ex-aluno
Fábio Martins - trompete - ex-aluno
Daniel Oliveira - saxofone tenor - ex-aluno
Nuno Carriço - saxofone barítono - ex-aluno
Gustavo Bernardo - clarinete baixo - ex-aluno
Gustavo Rodrigues - clarinete - ex-aluno
Vasco Miranda - teclas - ex-aluno
Liliana Nogueira - flauta - ex-aluno
Mónica Nogueira - flauta - ex-aluno
Miguel Caldeira - tuba - ex-aluno
Daniel Canas - trompa - ex-aluno
Bruno Alves - saxofone alto - ex-aluno
Carlos Raposo - viola baixo - ex-aluno
e ainda Micael Lourenço, Hugo, Andreia Santos, Carlos Cravo, Joel Santos
Óscar Saraiva (Maestro)
A todos eles, sem excepção, os nossos parabéns!
Publicada em E eis que… em May 8th, 2010 por Telmo Domingues | |
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