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“É tão misterioso, o país das lágrimas!”

É tão misterioso, o país das lágrimas!

in Principezinho, Saint Exupéry

 É bem natural a perplexidade do narrador, pois este país é tão complexo!… Podemos entrar nele, por exemplo, pelo Norte, na província das lágrimas da saudade, que sentimos por alguém, por uma época da nossa vida ou mesmo pela Pátria. Se entrarmos um pouco ao lado, encontramos o território das lágrimas da tristeza, das do amor e das que ficam mesmo ao lado, as lágrimas do ciúme, todas elas compostas por formas de relevo muito sinuosas, com cordilheiras de sofrimento, chuvas constantes e cruzamento de ventos contrários. Por vezes, passamos essas fronteiras e após demorados e escuros Invernos, damos conta que passámos pelas lágrimas da raiva, da solidão, do ódio… amanhecemos navegando nas calmas águas do riacho do amor. Mas este país tem também longas e felizes planícies douradas pelo Sol, território banhado pelas lágrimas da alegria, onde todos os seres gostariam de viver. Percorrer este misterioso país é próprio do ser humano; é essa viagem cheia de curvas que nos faz crescer por dentro e compreender melhor os outros… Ah! já agora, não esquecer a província bem a Sul, lá na ponta, aquela onde também as lágrimas abundam, mas, desta vez, de tanto rir!

Marta Miguel 9ºD

Publicada em Oficina da escrita em February 21st, 2011 por rosateixeira | | Sem comentários

Apesar das Férias…Pensemos!

na construção de um Futuro para cada um sem excepção:clip_image0021.gif

“uma nova e arrasadora utopia de vida, onde ninguém possa decidir pelos outros nem a forma de morrer, onde deveras seja certo o amor e seja possível a felicidade e onde os condenados a cem anos de solidão tenham por fim e para sempre uma segunda oportunidade sobre a  terra”…

clip_image0022.gif Gabriel Garcia Marquez

Publicada em Oficina da escrita em July 31st, 2009 por rosateixeira | | Sem comentários

Quem sou eu…

livro_menina.jpgEu sou quem manda soprar o vento,

Eu sou quem molha a chuva,

Eu sou quem canta a aurora,

Eu sou quem faz nascer o dia.

Sou eu quem diz a notícia a toda a gente,

Sou eu quem escreve momentos que ninguém consegue sentir,

Sou eu quem lê os poemas, que todos ouvem.

Eu sou quem diz aos poetas para escrever…

 Ricardo Regalado-7º ano

Publicada em Oficina da escrita em May 24th, 2009 por rosateixeira | | Sem comentários

E a Europa aqui tão perto…

tur.jpgNo dia 9 de Maio de 1950, Robert Schuman, Ministro dos Negócios Estrangeiros da França lança pela primeira vez a ideia de uma Europa unida. Desde então, passados mais de 50 anos, o dia 9 de Maio continua a ter significado, embora com propósitos diferentes.Hoje ambicionamos algo completamente diferente: construir uma Europa que respeite a liberdade e a identidade de cada um dos povos que a compõem, gerida em conjunto e aplicando o princípio, segundo o qual, apenas se deve fazer em comum o que pode ser mais bem feito dessa formadsc_3457.JPG. A União Europeia, atenta aos desejos dos cidadãos e à especificidade dos povos, nomeadamente, aos seus hábitos e costumes, tradições, cultura e, sobretudo a maior riqueza de cada povo que é a sua língua, procura construir a grande casa europeia, onde todos e cada um possa viver livremente.Foi neste espírito de interculturalidade, que o Clube Europeu decidiu celebrar o Dia da Europa. Através de um desfile de bandeiras representativas dos vários países que compõem a União Europeia, pretendeu-se identificar o país à respectiva bandeira; através ersp.jpgde um outro desfile de personalidades famosas ou típicas, apresentou-se um pouco  da singularidade das  várias culturas europeias, os seus traços distintivos e algo da sua maneira de ser.

Esta actividade envolveu alunos do 3º ciclo que, com grande alegria e boa disposição, contagiou todos os presentes, que eram muitos.  

Publicada em Oficina da escrita em May 14th, 2009 por rosateixeira | | Sem comentários

Expressividade

Sinto-me por completo a esvoaçar por este quarto.

Não sei bem o que dizer, pois como é hábito o difícil é sempre começar. Mas a minha necessidade incontestável de cravar as palavras nestas folhas tinha de ser satisfeita. Sei que no fim disto, voarei bem mais leve. É sempre assim, sempre…

Ao som dos acordes que vão sendo proferidos pelas cordas da guitarra, tento perceber-me, tarefa complicada, de facto. Encontro-me a deambular por entre a brisa leve, que tão familiar me é. Vem de longe, tão longe… Consegue conquistar o sorriso e arrancar a lágrima. Desperta em mim uma expressão incontrolada de tal modo, que todos os sentimentos se reúnem e estrondosamente, sem pedir permissão, fazem dos meus olhos palco de um concerto de emoção. Questiono-me de onde virão esses sentimentos que respiro, mas depressa me apercebo: não importa de onde vêm. Importa por quem vêm e que fazem de mim o seu fefúgio, fazem de mim a maestrina das melodias que entoam.

Toda essa explosão graciosa de vida, que exprime a magnificência de sentir, arrecada consigo o aroma de borboletas que me contempla com doces beijos de chuva. Envolvo-me e secretamente fujo… aconchego-me por entre as nuvens, sinto o seu leve e perpétuo transpirar de liberdade e adormeço, sonhando com a montanha azul. Porque eu sei, que é o único lugar onde as minhas utopias estão a salvo de tudo aquilo que as quer refutar e desfazer, para que se possam confundir por entre os pedaços alanceados e menosprezados - de sorrisos, sonhos e vivências, por parte daqueles que rejeitaram e deixaram de acreditar na pura capacidade de Voar, de Sentir, de Viver, de Ser! Ser aquilo que o vento traz e moldados pelo que as estrelas desenham…

Recusar o vazio que se apodera da alma, quebrar os escudos que impedem o toque. Rasgar o espaço e o tempo, e viver aqui e agora! E não, “eu não quero que o Mundo me veja, pois sei que nunca me iria compreender”.

Jessica Ferreira, 10º ano

Publicada em Oficina da escrita em April 18th, 2009 por rosateixeira | | Sem comentários

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